Eu avaliei: O que fazer agora? – Esta é a questão!

Você sabe a diferença entre um fisiologista e um treinador?


Este é provavelmente um dos temas mais confusos na área do treinamento, eu mesmo me confundi demais quando me especializei em fisiologia do exercício e tentava colocar em prática todos os testes e avaliações que havia aprendido, no entanto, muito daquilo não fazia sentido na prática. Foi nesta época que comecei a diferenciar o que era ser um fisiologista do que era ser um treinador.

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“O que fazer agora?” é uma questão relevante para todos os treinadores e professores de treinamento físico, a todo o momento um bom treinador está respondendo esta pergunta em sua mente. E, esta questão está altamente relacionada com economia.

Sim, economia: economia de ações desnecessárias e economia de tempo para fazer seu dia ser mais produtivo. Saber o que avaliar economiza seu tempo e facilita seu dia a dia.

Como treinador (seja em um centro fitness, em quadras ou onde quer que seja...) onde você quer ver melhora?

De que vale um técnico de um time vir lhe perguntar se o atleta que ele enviou está mais forte se este atleta não melhorou em campo? Será que vocês estão acertando nas avaliações ou estão apenas avaliando algo óbvio?

Como assim, óbvio?

– Se seus atletas estão levantando pesos, eles vão ficar mais fortes. No entanto, ficar mais forte não é a mesma coisa que melhorar o desempenho atlético. Isto também pode parecer óbvio, mas não é. Muitos profissionais da área do treinamento não são claros ao estabelecer objetivos e, como reflexo disso, seus programas de treinamento também não são. Talvez seja por este motivo que vemos por aí muita gente confundindo fisiologista com preparador físico. Fisiologistas utilizam avaliações para conhecer o metabolismo de atletas, preparadores físicos avaliam seus atletas para ver se o programa de treinamento está atingindo sua meta, que é melhorar o desempenho.

Ao se perguntar “O que fazer agora?”, caso seja um preparador físico, trabalhe sua mente para esperar resultados a médio e longo prazo, pois é isso que treinadores fazem. Fisiologistas observam o metabolismo agora, preparadores físicos querem melhorar o que estão vendo agora. Este ponto de vista pode te levar à economia de tempo e de ação e, com isso, trazer melhores resultados.

Mas... veja bem, não estou dizendo que as avaliações de fisiologistas são desprezíveis, muito pelo contrário, eles sabem o que fazer com elas. Mas se você é um treinador, faça o trabalho de um treinador, procure otimizar seu tempo.

Preste atenção nas duas hipóteses a seguir:

- O que você vai fazer com o resultado do teste de corrida?

Vou trabalhar para que o praticante melhore sua cadência e, com isso, diminuir o tempo.

Ou

De acordo com os resultados, preciso reajustar os tempos de acordo com o Lan.

– Estas são boas respostas.

- O que você vai fazer com o resultado do teste de flexão de braço ou de abdominais?

Se você tem uma boa resposta para isto, então ok, esta é uma boa avaliação.

Um fisiologista é um curioso, ele quer saber o que há por trás daquele treino, o que ele causa no metabolismo. Já um treinador é objetivo, ele quer o resultado daquele treino, ele quer vencer uma partida, ele quer atingir uma meta. E, quer saber? A saúde está no meio destes dois. Você pode levantar 200 kg no supino e ter alterações nos hormônios tireoidianos, você faz um bom levantamento, mas não é saudável.

Óbvio que os anos de pesquisa na área da fisiologia do exercício são utilizados pelo treinador para que, com o embasamento científico, alcance seus objetivos. Não podemos deixar isto de lado, este é o ponto deste post: Se você é treinador, seja objetivo, otimize seu tempo!

Espero ter plantando a semente da reflexão e da autocrítica através destes parágrafos, afinal, este era o objetivo.

E depois deste post eu só posso pensar: “Ok, e agora?”.